sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Curso Bateria online gratuito

Tocar bateria é coordenar os movimentos dos braços e pernas, só isso.
  • Não é preciso ler partituras
  • Não é preciso saber as notas musicais
  • Não é preciso ter o dom para a música
Aprender a tocar bateria está mais para o esporte do que para o estudo teórico. É como aprender a nadar: você tem que treinar seu corpo para movimentar os braços e pernas. Não adianta ler livros sobre o assunto, para aprender a nadar você tem que se molhar.
De maneira similar, é preciso praticar para aprender a tocar bateria, é preciso "adestrar" os membros. São apenas dois passos para aprender:
  1. Entender o movimento (mentalmente), assimilá-lo.
  2. Executar o movimento.
O curso Baterna lhe ensina como entender e executar vários ritmos: rock, reggae, country e valsa, entre outros. Sendo um curso 100% prático, cada aula possui instruções detalhadas e dois arquivos MP3 para você baixar e ouvir o ritmo enquanto o executa.
E o melhor é que não é preciso ter uma bateria. O processo consiste em "ler" o ritmo, ouvi-lo e movimentar-se para executá-lo. Tanto faz bater nas pernas, em uma mesa, no volante do carro ou em uma bateria de verdade; o movimento é o mesmo.
Para iniciar o curso, leia as intruções a seguir e já inicie a Aula 1. Baixe os MP3 e prepare-se para fazer um barulho. Em poucos minutos você vai estar tocando

Saiba mais acessando  o curso online gratuito no link abaixo

http://aurelio.net/baterna/#metodo

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DICAS DE VOZ 3

Aquecimento Vocal.

O mais básico e simples exercício pra aquecer a voz é a vibração de lábio ou língua, subindo escalas ou descendo.Mas podemos usar tb o Humming, q é aquele sonzinho da meditação, só tomem cuidado pra esse Humming ñ ficar pesado demais na laringe, o ideal é q se abra um pouco o formato interno da boca, mantendo-a fechada e sentindo a vibração da voz totalmente no rosto.E lembrem-se aquecimento é muito pessoal, algumas pessoas aquecem a voz + rápido do q outras, então tente descobrir quando a sua estará aquecida sem exageros, desaquecer tb é tão importante quanto aquecer, e uma maneira simples de fazer isso é cantando escalas pequenas descendentes com suavidade.

Respiração basica.

O exercício mais básico para controle da respiração seria inspirar pensando em jogar o ar totalmente na parte baixa do pulmão, daí sentindo a abdomem abrir e depois contrair a musculatura pelvica soltando em S longo como se fosse um pneu esvaziando, pelo maior tempo possivel, pensando sempre q o controle precisa ser bastante estável.

Vogais na Black Music

Na black music, uma coisa que é bastante valorizada é a maneira de pronunciar as palavras, vogais, etc.

Exemplos práticos:
Letra A
Um coisa que fica bem bonito com a letra A é fazer um ÃH mais nasal, sabe !?
tipo: Ãhmor
Por exemplo a frase:
Se vc sabe.
Fale-a assim
Si vc Sãhbe... ouça o som que vc está produzindo. Reparou como é diferente ? o Sergio Saas, fez altos estudos com a pronuncia de vogais no inglês para ver oq fica tão bonito em portugues quanto ficaria em inglês (que é uma ligua melódica).(cantoblack.com)
Pegue as palavras que tenham
a letra A e fique brincando fazendo as vezes a letra A, depois Á (acentuado, com a boca mais aberta), e depois Ãh.
Faça isto até pegar controle das fonemas das vogais A e consegiga fazer do jeito que vc quiser na hora que quiser.
Letra O
Pegue por exemplo a letra Ó ou O. Para falar a palavra PORTA o Roberto Carlos (hakuahkuahauk) falaria PÓRTA. Para a black music uma maneira que ficaria bem interessante é falar PÓURTA (ouça o som que vc está produzindo). Em determinados momentos fica muito legal vc falar o Ó com ÓU. A letra U é bem curta (não a prolongue), como:
POUQUE, é primavera...
Veja bem, parece estranho mais aos poucos vc vai se acostumando com o som e sabendo fazê-lo com mais precisão...
Um coisa importante é: NÃO CANTE ASSIM, somente faça isto em alguns momentos.

Cantando com a Alma/Soul

Quando falamos de canto gospel, nos remetemos aos Estados Unidos do século XIX, onde aconteceu a fusão da Work songs (canto de trabalho dos negros) com elementos da tradição africana vocal estilo "pergunta e resposta", e com a escala pentatônica blues, aliados aos hinos cristãos europeus (vocal empostado com escala diatônica aplicada no coral). Essa combinação formou o Negro Spiritual (canto executado com coro e solo) que, com acréscimos de instrumentos musicais e a tensão emocional livre na interpretação vocal, deu origem ao gospel. Ele trazia também a batida do Rhythm & Blues, com variadas nuances rítmicas.

Melismas x Escalas

Melismas x Escalas
Bom, como todos devem saber, melismas são variações de várias notas que o cantor(cantora) durante a musica. Simplificando, seria várias notas executadas em um espaço minimo de tempo (como 10 notas em 2 segundos).
Assim o sendo, existe uma extrema necessidade em conhecer bem as escalas para que se possa realizar o melisma com precisão e não "dar" notas fora.
Ressantando porém que, primeiro é necessário conhecer bem a melodia original da musica (sem nenhum improviso, basico) para depois começar a implementar alguns melismas. Outro detalhe importante é: Não exagere em improvisos/melismas .


Como Melhorar e aumentar a sua extensão vocal !!!

Eae lookoooos e minas....

Seguinte, keru deixar bem claru que os exercícios aki são do nivel intermediário para o avançado. Entaum toma cuidado para naum se estorá...hihihi....sério, tomem cuidado para não fazer as coisas erradas e se prejudicar...qualquer dúvida perguntem...
Hoje vo falar sobre um assuntu que trocentas pessoas me pedem...rsrs....COMO MELHORAR E GANHAR MAIS NOTAS EM SUA EXTENSÃO (+ AGUDOS). (cantoblack.com) Como eu disse a pouco, issu aki é muito sério, entaum toma cuidado, ok!

Bom, vamu lá:

1º - Como sempre vc vai precisa de um teclado ou violão.

O lance é o seguinte. O canto é feito de notas certo ?! Mas mais do q notas o canto é feito de vogais...entaum é com elas que vamus trabalhar....

Vc vai pegar sua nota mais grave atualmente e sua nota mais aguda tmb. Baseado nissu que vc já tem, vamus começar o exercicio.

Supondo que sua nota mais grave seja um C2 (dó da segunda oitava).

Vc vai fazer vocalizações com TOM TOM TOM (exemplo: C D E D C). Vc subiu e desceu com 3 notas. O MAIS IMPORTANTE: vc deverá fazer essas notas com:

A
E
É
I
O
Ó
U

Ou seja: vc vai fazer primeiro com A, depois com E, depois com É, etc...

E vai ser assim: vc pega sua nota mais grave, tipo dó, faz 3 notas (de tom em tom) tipo dó ré mi ré dó com A. Depois repete tudo com E, depois com É, etc...

Depois sobe meio tom (tipo C#, dó sustenido) e faz com A (a sequencia seria dó# ré# fá) e faz com todas as vogais

Este exercicio vai te dar qualidade nas notas que vc já tem e conforme for estudando vai ganhandu notas tmb....

Sei que é meio dificil de intender, mais vc conseguira...
Uma coisa importa:

Supondo que um dia, vc pegue um G1 (sol da primeira oitava) como mais grave e C3 (dó da terceira oitava). VC SEMPRE DEVERÁ PEGAR ESSAS NOTAS NO SEU AQUECIMENTO.

O lance é manter oq vc já tem e ir aumentando gradativamente. MAIS CUIDADO: TREINAR MUITO AGUDO VAI MATANDO SEU FALSETE...

Chega uma hora que é seu limite...com 2 oitavas por exemplo vc consegue fazer um monte de coisa... uma coisa que tenho aprendido é que naum preciso de altos agudos para cantar legal...da pra fazer muita coisa com oq a gente tem...na black music os manu e as mina tem essa paranóia...ai, tenhu que ganhar agudo...ai, tenho que pegar a nota que fulano(a) pega...parem com issu...vamu melhorar a qualidade do q a gente tem, e ganhar aos poucos...

Se vc naum sabe aproveitar nem oq vc tem, prq ainda ker ganhar mais !? Sei que a palavra é dura...mais é a verdade neh... por isso estudem....

Abraços e bom proveito!!!!

Como estudar ?
Primeiro: tenha em mãos um instrumento (dê preferencia um teclado) e faça as escalas ascendentes e descendentes.
Repita a escala nos dois módulos com a voz.
(cantoblack.com) Faça isso até estar sabendo a escala com as notas exatas sem o instrumento (fazendo com a voz exatamente como no teclado).

As escalas seguem da seguinte maneira:
Leia cada linha da esquerda para direita:
Balinese
C C# D# G G#
D D# F A A#
E F G B C
Exemplo: a escala de DÓ é: C C# D# G G# e a de RÉ é D D# F A A#

Balinese
C C# D# G G#
D D# F A A#
E F G B C
F F# G# C C#
G G# A# D D#
A A# C E F
B C D F# G

Blues menor (Pentablues)
C D# F F# G A#
D F G G# A C
E G A A# B D
F G# A# B C D#
G A# C C# D F
A C D D# E G
B D E F F# A

Blues maior
C D# F F# G A
D F G G# A B
E G A A# B C#
F G# A# B C D
G A# C C# D E
A C D D# E F#
B D E F F# G#

Egípcia
C D F G A#
D E G A C
E F# A B D
F G A# C D#
G A C D F
A B D E G
B C# E F# A

Persa
C Db E F Gb Ab B
D Eb F# G Ab Bb C#
E F G# A Bb C D#
F Gb A Bb NA Db E
G Ab B C Db Eb F#
A Bb C# D Eb F G#
B C D# E F G A#

Muçulmana
C D Eb F G A B
D E F G A Bb C#
E F# G A B C D#
F G Ab Bb C Db E
G A Bb C D Eb F#
A B C D E F G#
B C# D E F# G A#

Cigana (variação)
C Db E F G Ab B
D Eb F# G A Bb C#
E F G# A B C D#
F Gb A Bb C Db E
G Ab B C D Eb F#
A Bb C# D E F G#
B C D# E F# G A#

Cigana
C Db E F G Ab Bb
D Eb F# G A Bb C
E F G# A B C D
F Gb A Bb C Db Eb
G Ab B C D Eb F
A Bb C# D E F G
B C D# E F# G A

Arabica
C D E F Gb Ab Bb
D E F# G Ab Bb C
E F# G# A Bb C D
F G A Bb NA Db Eb
G A B C Db Eb F
A B C# D Eb F G
B C# D# E F G A

Hungara
Menor
C D EB F# G Ab Bb
D E F G# A Bb C
E F# G A# B C D
F G Ab B C Db Eb
G A Bb C# D Eb F
A B C D# E F G
B C# D E# F# G A

Hungara
Maior
C D# E F# G A Bb
D E# F# G# A B C
E F# G# A# B C# D
F G# A B C D Eb
G A# B C# D E F
A B# C# D# E F# G
B C# D# E# F# G# A

Hungara
Cigana
C D Eb F# G Ab Bb
D E F G# A Bb C
E F# G A# B C D
F G Ab B C Db Eb
G A Bb C# D Eb F
A B C D# E F G
B C# D E# F# G A

Pentatonica
Menor
C Eb F G Bb
D F G A C
E G A B D
F Ab Bb C Eb
G Bb C D F
A C D E G
B D E F# A

Pentatonica
Maior
C D E G A
D E F# A B
E F# G# B C#
F G A C D
G A B D E
A B C# E F#
B C# D# F# G#

Segue acima uma lista de algumas escalas dificeis de se encontrar e que tem dissonates muito loookas...
Issu ai é cifra irmão, entaum ó:
C = DÓ
D = RÉ
E = MI
F = FÁ
G = SOL
A = LÁ
B = SI
# = SUSTENIDO

(Parte dos Créditos a Soul WiII)
www.cantoblack.com


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DICAS DE VOZ 2

Voz de Peito e Cabeça!

A voz de peito é predominantemente de caráter masculino, enquanto que a de cabeça é de abrangência feminina.O que não significa que homens não consigam atingir a voz de cabeça e nem que as mulheres não registrem a voz de peito.Na voz cantada até os baixos (os mais graves do gênero masculino) alcançam voz de cabeça em seus tons mais agudos e, os barítonos e tenores o fazem com mais facilidade, por serem, naturalmente, menos graves.As sopranos (as mais agudas do gênero feminino) também chegam a voz de peito se trabalharem nos extremos de seus tons mais graves.As mezzos e as contraltos atingem-nos com maior facilidade.Como todos os tipos de vozes tem notas graves, médias e agudas, devemos fazer estas considerações.MAS, AFINAL, O QUE QUER DIZER VOZ DE PEITO E DE CABEÇA?Na emissão de peito sentimos a VIBRAÇÃO SONORA no peito (se colocar a mão no peito você pode sentir), enquanto que na voz de cabeça, sentimos a ressonância do som na cabeça.As pessoas que não estão acostumadas ou condicionadas à voz de cabeça (tons agudos e agudíssimos) até sentem uma leve tontura e até dor de cabeça.(cantoblack.com) CONCLUSÃO: A prática ensina e exercita a colocação da voz de peito e cabeça na "caixa" de ressonância adequada (ressonador).

AGUDOS [FALSETE, HEAD VOICE E BELTING]!

AGUDOS [FALSETE, HEAD VOICE E BELTING]Falsete é um nome dado pra diversas coisas diferentes... No lírico tudo q num é modal (voz natural de qualidade, basicamente a voz de peito) e vai pro agudo é falsete, então tanto falsete qnt voz de cabeça se enquadram na mesma coisa... O termo "voz de cabeça" pros homens no lírico é quando a ressonância da voz fica misturada entre cabeça e peito (basicamente uma voz mista, só q com uma suruba de harmônicos, por isso a voz fica tão poderosa,) então sempre q vc corta o peito na ressonância vc vai pro falsete no canto erudito. Mas estudos recentes (me refiro ao século 20) mais baseados em vídeo laringoscopia e talz dão duas definições diferentes pro falsete... Tem o falsete a la king diamond, the darkness, prince, q é aquele bem aviadado, bem apitado, onde a videolaringoscopia mostra q as pregas se posicionam assim () e a qualidade da voz pode ser duvidosa... E tem a voz de cabeça, q é o popular berro agudo e estridente q os cantores principalmente do rock (mas não somente) usam, é simplesmente uma forma de cantar no mesmo registro de voz da infância, pois quando crianças somos basicamente voz de cabeça devido à laringe hiper estreita e as pregas bem fininhas, a vibração num desce pro peito. Na voz de cabeça as pregas se mantêm assim: /, o q ocorre é que a laringe se espreme toda e as pregas vocais são escancaradas, relaxam, por isso é tão confortável (quando se consegue) cantar nesse registro Bem, lá vou eu, o canto parte da voz modal (to excluindo o registro basal - fry) do grave e vai tencionando enquanto se sobe o tom, quando passamos pelo do central (do3) a passagem já devia ser feita ou deverá ser feita (depende do naipe de voz), no ponto exatamente antes da passagem as pregas estão tencionadas e a laringe escancarada... Então temos três modalidades...

No canto lírico creio q os homens nunca abandonam a voz modal, mas isso é achismo meu, então sobre essa opção eu num posso falar nada, :/ 2 - no popular temos o belting (rockstyle pros homens), é o famoso canto americano, a la Broadway, onde a laringe se espreme e as pregas não relaxam, ficam tencionadas e parece que tudo na sua garganta vai explodir (essa técnica é bem danosa qdo má utilizada) quase todo mundo canta desse jeito, é natural de todo o iniciante começar a berrar como belter antes de sacar o q é voz de cabeça 3 - temos a famosa (pq todo mundo aqui já ouviu falar) e ao mesmo tempo desconhecida (pq a maioria nem sabe como é) voz de cabeça q todo o cantor q presta mesmo tem q saber usar, é uma técnica meio q obrigatória, sem ela vc corta quase uma oitava da sua tessitura vocal. (cantoblack.com)Aqui as pregas vão relaxando e a laringe se espremendo, isso ocorre rápido, esse reajuste (passagio) é bem complexo e exige treino, o som q se emite enquanto rola essa transição é a voz mista, quando entramos em voz de cabeça totalmente a laringe está fininha, as pregas estão bem relaxadas e a voz soa aguda como no falsete, mas poderosa como na voz de peito... Essa é a voz de cabeça Bem, vcs podem até ter entendido como isso funciona na teoria, mas na pratica cada caso é um caso, tem gente q faz voz de cabeça na boa (principalmente quem começou a cantar desde muito cedo), tem gente q acha q nem tem voz de cabeça (mas tem, todo mundo tem, o q nem todo mundo tem é falsete)... Concluindo, é muito estudo, mas qnd se aprende, serio, e como se nascêssemos de novo...

O vibrato, aquele som percebido na sustentação de uma nota,no prolongamento de uma sílaba, está assentado numa vogal,seja ela /a/, /ê/, //é/, /i/, /ó/, /ô/ ou /u/.Por que vogal e não consoante?Porque a vogal é que sempre confere o caráter sonoro da fala e do canto. Quando o ar é bombeado para as pregas vocais (o par de pregas),elas entram em ondulação e o som nasce.Se o cantor(a) colocar a nota no lugar “certinho” (na caixa de amplificação/ressonador) e tiver ar sobrando, o vibrato pode acontecer naturalmente.É o conforto da emissão.O que não quer dizer que para se emitir uma nota, com conforto, precisamos do vibrato.Pode acontecer ou não.Alguns têm vibrato natural, flui facilmente, sem o menor esforço, outros forçam o vibrato e fica, auditivamente, mal sonorizado. Não soa bem e não é desejável desta forma.Como posso realizar um vibrato?Aprendendo e automatizando a respiração correta para o canto e utilizando um apoio muscular necessário à sustentação do som.O vibrato deve ser sempre uma conseqüência e não um objetivo.

VIBRATO 2 !
Vibrato são pequenas oscilações de uma nota (a famosa “tremidinha”). Ele é muito usado no canto, tanto lírico como popular, onde cada estilo/gênero vocal/musical têm sua forma própria quanto ao tamanho da oscilação de amplitude e velocidade do vibrato. Ele dá uma sonoridade mais harmônica para notas prolongadas/sustentadas (uma nota pura, “sem efeito vocal”, quando sustentada, torna-se cansativa e costuma soar muito “forçada”). O vibrato é produzido quando da correta colocação da laringe que em estado de relaxamento oscila (conforme a pressão de ar que por ela passa), assim produzindo-o. Há uma necessidade de um certo "apoio" do diafragma para que se controle essa oscilação/vibração de forma uniforme e gradual (Observação: existe uma maneira de se criar um “falso vibrato” apenas pela manipulação do diafragma, porém a ressalva que eu faço aqui é quanto ao “apoio diafragmático”, ou seja, o vibrato será produzido pela oscilação laríngea, você utilizará o diafragma apenas como um “apoio” que ajuda-o a “controlar o vibrato”). O vibrato simples consiste na junção de uma nota e um semi-tom unificados. Para entendermos melhor precisamos aprender a noção de Pitch. PITCH é a habilidade de emitir uma nota como ela é emitida exatamente no piano. Para explicar/exemplificar melhor: os tons/notas são as teclas brancas e os semi-tons são as teclas pretas. Se você estiver cantando uma nota um semi-tom mais agudo então você está cantando o SHARP da nota (ex. de notação: C#, F# e G#); se você estiver cantando uma nota um semi-tom mais grave então você está cantando o FLAT da nota (ex. de notação: Eb e Bb).

Exercício de Vibrato Simples - Relembrando que o vibrato simples é constituído/formado por uma nota e seu semi-tom SHARP (#). Para começar o exercício, com a vogal A emita uma nota nem muito grave nem muito aguda, que lhe seja confortável. Na seqüência, emita o SHARP dessa nota (meio-tom acima). Vá oscilando entre a primeira e a segunda nota (por ex.: C e C# - A, Ah, A, Ah...) e vá aumentando a velocidade dessa oscilação até que os dois sons se tornem um só. Coloque suas mãos sobre sua barriga e sinta uma leve e rápida vibração do diafragma (perceba que todo o seu corpo vibra, inclusive a testa). Sentiu essa “vibração geral” ? Se você sentiu está fazendo o vibrato simples corretamente. Preste atenção: não pode haver tensão na região da garganta (ela tem que estar relaxada) e não é necessário vibrar a boca nem os lábios.No canto lírico moderno existem “tipos de vibrato” mais complexos que funcionam com o mesmo mecanismo básico, porém são feitos com dois semi-tons e uma nota (ex.: Bb, C e C#) e/ou são ressonados fortemente na região torácica frontal (o que dá um aspecto mais “fechado”) e/ou são obtidos através de uma vibração labial coordenada (que faz com que ele fique um pouco mais rápido). (cantoblack.com) Para ouvir esses três tipos de “vibrato lírico” (não que o vibrato simples não seja usado no canto lírico, aliás, ele é o mais usado) sugiro que você procure e ouça uma gravação da Soprano Coloratura Dramático Joan Sutherland da ária “Caro Nome” da ópera Rigoletto de Verdi (gravação de 1960): no final da ária é feita uma seqüência com os três tipos de vibrato. Esta é uma das melhores gravações que eu já ouvi dessa ária (na minha opinião, Sutherland é a maior cantora de todos os tempos no quesito técnica vocal).

Vibrato de Laringe um exercício...........Tente cantar duas notas diferentes, Semitom seria otimo, comece bem devagar marcando num metrônomo a diferença de tempo entre uma nota e outra e aos poucos vai aumentando a velocidade entre as notas, pensando em imitar o som de uma cirene.Importante:Não deixe de apoiar o exercício com o diafragma, pois se trata de um vibrato agressivo, muito usado no Rock, Sertanejo e Blues.


DICAS DE VOZ 1


MELISMAS


Melisma em música é a técnica de alterar a nota (sensação de freqüência) de uma sílaba de um texto enquanto ela está sendo cantada. A música cantada neste estilo é dita melismática, ao contrário de silábica, em que cada sílaba de texto é casada com uma única nota. A música das culturas antigas usavam técnicas melismáticas para atingir um estado hipnótico no ouvinte, útil para ritos místicos de iniciação (Mistérios Eleusinianos) e cultos religiosos. Esta qualidade ainda é encontrada na música contemporânea indu e muçulmana. Na música ocidental, o termo refere-se mais comumente ao Canto gregoriano, mas pode ser usado para descrever a música de qualquer gênero, incluindo o canto barroco e mais tarde o gospel. Geralmente, Aretha Franklin é considerada uma das melhores empregadoras modernas desta técnica.



Alleluia in Vigilia Nativitatis

O Melisma apareceu pela primeira vez na forma escrita (seu registro mais antigo foi por volta do século X D.C.) em alguns gêneros do Canto Gregoriano, usados em certas seções da Missa. Por exemplo, o gradual e o aleluia, em particular, eram melismáticos por característica, enquanto o trato não, e padrões melódicos repetitivos eram evitados deliberadamente no estilo. O rito bizantino também usava elementos melismáticos em sua música, que se desenvolvia grosseiramente em concorrência ao canto Gregoriano.

A seqüência de notas do “Glória”, de Edward Shippen Barnes, que é usualmente cantado, assim como o hino 'Angels We Have Heard On High', contém uma das seqüências mais melismáticas no hinário popular de música cristã, no “o” da palavra “Gloria”.

Atualmente o Melisma é usado na música popular do Oriente Médio. O Melisma também é comumente apresentado na música popular ocidental, que tem sido fortemente influenciada pelas técnicas vocais e musicais afro-americanas, BLACK MUSIC, (cantoblack.com) por artistas tais como Whitney Houston, Stevie Wonder, Luther Vandross, Mariah Carey, Celine Dion (canadense francófona de origem francesa), Beyoncé Knowles e Christina Aguilera (estado-unidense de origem latino-americana).

Referências

  • Richard L. Crocker: "Melisma". Grove Music (Grove Dictionary of Music and Musicians) online, ed. L. Macy, acessado em 27 de março de 2005.
  • Internet-Encyclopedia article "Melisma"* David Temperley, The Cognition of Basic Musical Structures. MIT Press, 2001.

É isso ae, essas firulas são chamados melismas e existem diversos tipos deles... o modo de se fazer... isso depende mto... basicamente eh uma variação de notas dentro de uma sílaba... pra conseguir fazer vc tem 3 possibilidades: 1- Ter um ouvido incrível e ser capaz de modular tonalidades apenas ouvindo o acorde... genética ajuda mto nesse caso... hehe 2- Estudar teoria musical com cuidado... formação de escalas e tudo... tentar reproduzi-las com a voz dentro do acorde e/ou da harmonia... escalas pentatônicas e diatônicas são as mais utilizadas mas temos escalas mais exóticas tbm q se uttilizadas corretamente podem produzir malismas maravilhosos e raros (hexatônica, diminutas, menor harmônica, menor melódica e por ai vai)3- Um exercício q se chama "Imite o rei". Simples... procure alguém q faça os melismas (pode ser um CD tbm) e tente fazer igual. reproduzi-los com o msm tempo, respiração, variação de notas e tudo. Com isso vc vai acostumando seu ouvido às modulações vocais até q esses melismas se tornarão uma coisa natural enquanto vc canta.Exercícios para o musculo velar te ajudam mto... ele eh o principal responsável pela clareza de cada nota do melisma. Intercostais ajudam mto qdo se trata de soul, "feeling" e tdBom... unir as 3 formas de se aprender a fazê-los eh muito util e produtivo. Escute muita mzk cara... (cantoblack.com) Muita coisa se aprende por osmose... e um cuidado deve ser tomado:O exagero eh sempre prejudicial... os melismas são bonitos, um belo atrativo pra sua muscica.. pouca gente consegue produzir melismas bonitos e "diferentes". Mas tudo em excesso enjoa. Ouvir uma mzk com melismas em todas as palavras eh chatíssimo... enfadonho. Saiba dosar as técnicas.. Não só esta mas outras tbm.. drive, vibrado, roco, som fantasma, choro , gemido, whistle, belting, falsete e por ai vai... use-as a seus favor mas sem exageros.

Melismas Gregorianos!

A palavra "melisma" em grego significa "canção". Na técnica medieval de composição de Organa, melisma passou a significar um fragmento melódico ou grupo de notas baseado numa sílaba. Em outras palavras: a voz composta era trabalhada em pequenos fragmentos, fazendo vários movimentos livres com notas curtíssimas, tecendo uma espécie de bordadura em torno das notas do cantochão, que foram transformadas em notas de durações longas. Provavelmente esta técnica teve origem nas improvisações feitas pelos próprios cantores durante os rituais, além de alguma influência popular.

Melismas Afro-Mouriano!

Melismas Afro-Mouriano melisma era qualquer alteração na melodia, mas o melisma dos negros deu-se no encontro dos mouros com os africanos até hoje ainda existe o Rahga (jeito dos indianos orientais, pra ser mais exato da região dos marroquinos, se comunicarem com o eu interior ou com os seus deuses). Dessa fusão das únicas 5 notas que os negros conheciam (famosa penta) surgiu o Iodol que é um melisma com o tempo dobrado que os cantores Tonéx, Beyonce, Kelly Price, Kim Burrel entre outros fazem em escalas tanto descendentes quanto ascendentes que são as mais interessantes.Mas com isso a evangelização dos negros que vinham da África pelos metodistas eles (os negros) ao se depararem com mais intervalos (12 semitons 7 à mais do que eles conheciam) eles transmitiam tanto no ritmo quanto nas notas da melodia, notas tristes o sofrimento que passavam na lavoura de café e algodão, daí o blues e a penta sempre incorporada, mesmo num tom maior onde os intervalos do 3º pro 4º e do 7º pro 8º eram de semitons, logo dando o ar doce as canções aos hinos dos brancos, que com a nova melodia, ficava ainda mais acentuada, com a tensão da 3ª agora menor. E também pela galera ainda mais velha, que mais raiz tinham, que bemolisavam também a 5ª e a 7ª tornando inconfundível a cara negra do lance, a gente ainda escuta alguns manos da black music fazendo isso por ai, principalmente no fim de uma musica e principalmente numa palavra bem conhecida JESUS (em inglês).Melisma, nome somente não significa nada e significa tudo relacionado a qualquer alteração numa melodia qualquer, por sinal se eu não me engano tem até no dicionário mas é relacionado ao canto gregoriano, mas partindo para os negros a maioria é o Iodol que é uma melodia com tom como se fosse atonal, como em alguns momentos por exemplo a Kim Burrel faz, seria o Rahga é mais ou menos isso.

HISTORIA DOS INSTRUMENTOS MUSICAIS.
CONTRABAIXO
Por wikipedia.org


O baixo elétrico, chamado também de contrabaixo elétrico, viola baixo ou simplesmente baixo é um instrumento de cordas semelhante a uma guitarra elétrica maior em tamanho e com um som mais grave. A evolução do contrabaixo acústico, é utilizado por diversos gêneros musicais modernos.

O baixo elétrico, tradicional e popular que a maioria das bandas de rock usam, é muito similar a uma guitarra elétrica, mas com o corpo maior, um braço mais longo e uma escala mais extensa. Em geral, os baixos elétricos mais comuns possuem quatro cordas, e estas são afinadas, tradicionalmente, da mesma maneira que os contrabaixos de orquestra, sendo as mesmas notas que as quatro cordas finais de uma guitarra (i.e. Mi, Lá, Ré, e Sol), mas cada uma destas cordas são afinadas uma oitava mais graves, em tom, do que a guitarra.

A fins de evitar o uso excesivo de linhas suplementares inferior na pauta da partitura, a notação musical do baixo/contrabaixo é feita na clave de baixo (em Fá) e a anotação, em si, das notas musicais deve ser feita em transposição de uma oitava acima, relativamente ao som que o baixo deve emitir. Isto é, o som do baixo quando lendo de uma partitura para baixo, vai soar uma oitava mais grave do que as notas escritas na pauta. similarmente a uma guitarra, para se tocar o baixo elétrico com seu potencial sonoro total, este é conectado a um amplificador específico para contrabaixos; isto é essencial para as apresentações ao vivo, uma vez que o som do baixo elétrico sem amplificação é demasiadamente baixo por via dele ter um corpo sólido.

Características e história

Nos anos 50, o grande problema dos contrabaixistas da época era o transporte de seu instrumento, delicado (por ser feito de madeira) e extremamente pesado, até que no ano de 1951 um técnico em eletronica de 42 anos chamado Leo Fender criou o baixo elétrico. O instrumento, batizado de Precision, ficou rapidamente conhecido como Fender Bass. Seu modelo era mais dinâmico e diferente do que o modelo do contrabaixo classico.

O primeiro baixista a se apresentar com o Precision foi William "Monk" Montgomery (irmão mais velho do guitarrista virtuose Wes Montgomery) em tunês ao vivo com a banda de jazz de Lionel Hampton. Bill Black, que tocava baixo na banda de Elvis Presley, adotou o Fender Precision em 1957.

Como na guitarra elétrica, as vibrações nas cordas causam um sinal elétrico a ser criado nos captadores, que são amplificados e reproduzidos por meio de um amplificador. Vários componentes elétricos e configurações do amplificador podem ser usadas para alterar o timbre do instrumento.

Design

Um baixo Steinberger sem cabeça. Por: Ned SteinbergerO baixista atual tem um amplo campo de escolha para seu instrumento, como por exemplo:

Número de cordas (e afinação):

Como o modelo original de Leo Fender, que tinha 4 cordas afinadas em GDAE, ou algumas vezes em GDAD)

Cinco cordas (geralmente GDAEB, podendo em alguns casos ser CGDAE)

Seis cordas (geralmente CGDAEB, mas EBGDAE também tem sido usado)

Mais de 6 cordas envolvendo cordas semelhantes as de uma guitarra.

Baixo Tenor - CGDA

Baixo Piccolo - GDAE (uma oitava acima da afinação normal)

Captadores:

Os antigos baixos tinham apenas um captador magnético simples. Atualmente pode-se encontrar:

Captação ativa ou passiva (circuitos ativos usam uma bateria para aumentar o sinal)

Mais de um captador, dando uma variação de tons maior

Captadores em posições diferentes, como mais perto da ponte ou do braço do instrumento

Sistemas não magnéticos, como piezos ou sistemas Lightwave, que permitem ao baixista usar cordas não metálicas

Formato e cor do instrumento:

Existem diversas opções de cor, desde a cor da própria madeira do instrumento a efeitos visuais muito interessantes

Diferentes formatos de corpo (que afetam a maneira de tocar)

Com ou sem mão (nos modelos sem mão, a afinação é feita na ponte)

Trastes:

Com trastes (fretted) - como a maioria das guitarras

Sem trastes (fretless) - como a maioria dos contrabaixos acústicos

Partes do Baixo elétrico

Técnicas

Tapping

Técnica no qual as notas são extraídas de um instrumento de cordas de forma parecida ao de um piano, batendo nas cordas com as pontas dos dedos nas notas que se deseja executar. Quando são utilizadas ambas as mãos recebe o nome de two-hands tapping, sendo na guitarra popularizada por Eddie Van Halen.

Slap

A técnica tem sua criação atribuída a Larry Graham, que se não foi o inventor, seguramente foi que primeiro a popularizou.

O slap, que Graham chama de "thumb and pluck" Consiste em percutir e puxar as cordas usando o polegar e os outros quatro dedos da mão direita (ou esquerda, para canhotos) obtendo uma sonoridade estalada e metálica, sendo uma das mais complexas técnicas de execução no contrabaixo elétrico.

Pizzicato

O pizzicato é a técnica que normalmente se usa para tocar, dedilhando-se, com a alternância de dois, três ou quatro dedos, as cordas. Vem sendo utilizada há alguns séculos no jazz e na música erudita, mas de uma maneira diferente: enquanto nas orquestras o pizzicato é apenas um "beliscão" na corda, normalmente feito com um só dedo, e no jazz utiliza-se uma pegada diferente, colocando-se o dedo quase que paralelo a corda e com isso gerando um som mais "encorpado".

Em 1911, Bill Johnson, que tocava contrabaixo (com arco) na Original Creole Jazz Band, teve o arco quebrado. Não tendo outro à mão, Bill tratou de tocar dedilhando as cordas com os dedos da mão direita. O resultado agradou tanto que desde então usa-se muito pouco o arco para tocar esse instrumento no jazz. O método mais comum de execução desta técnica é usando os dedos indicador e médio para atacar as cordas, podendo-se utilizar também o anelar (muito usado em músicas rápidas, como o heavy metal) e o dedo mínimo. Alguns poucos contra-baixistas usam o polegar para cima e para baixo, como uma palheta.

Palheta

Principalmente no hard rock e no punk rock, é comum os baixistas trocarem o pizzicato pela palheta, fazendo com que o som fique mais estalado e agudo. Normalmente, usa-se uma palheta mais grossa do que na guitarra de 2 a 3 milímetros.

Fretless

Características

Fretless ("sem traste") é o nome na língua inglesa para o contrabaixo sem os trastes, estes "ferrinhos" que dividem o braço do instrumento em semitons. Contrabaixo sem traste é comum tanto entre os contrabaixos clássicos (que fazem parte da seção dos instrumentos de cordas em uma orquestra), como pode também ser encontrado entre os baixos elétricos (os modelos desta matéria), e também como na versão dos contrabaixos de orquestra que são eletrificados (com sua grande caixa acústica eletrificada com captador).

Um baixo fretless e suas cordas; note as marcações ao lado do braço para auxiliar o músico a encontrar o tom da nota corretamente.

Técnica

A técnica para fretless é bem diferente do contrabaixo acústico e muito semelhante ao baixo, tocando-se com dois, três ou quatro dedos da mão direita. Seu som produz um sustain longo e pronunciado e tem um timbre parecido com o do acústico. Para estilos musicais mais vintage ou folk, costuma-se utilizar cordas flatwound e para funk e ritmos mais modernos a partir dos anos 80, cordas roundwound, onde pode se aplicar também o slap em lugar do pizzicato.

Por se tratar de um instrumento não temperado, sem trastes para definir a altura das notas na escala, a técnica consiste em treinar o ouvido pra que as notas saiam afinadas, e aumentar a precisão dos dedos da mão esquerda para que o som saia mais limpo, além de se manter um vibrato eficiente que prolongue o som da nota.

Fonte: wikipedia.org


História da música cristã.
Por Ray Hughes

Nos primeiros três séculos, os cristãos primitivos tinham de realizar seus cultos de adoração em secreto, pois podiam até ser mortos por adorarem a qualquer outro deus a não ser Júpiter e os outros deuses romanos. Os cristãos não faziam parte da classe rica e influente da sua época. Eram apenas pessoas simples e humildes que abraçavam com todo o coração os ensinamentos de Jesus.

Não possuíam belos palácios para a realização de seus cultos. Como tinham de esconder-se dos romanos, adoravam em locais escuros e secretos e não usavam instrumentos musicais a fim de não chamar a atenção do inimigo. Desnecessário é dizer, portanto, que era uma época na história em que a música mal conseguia sobreviver. Do que se pode constatar, os cristãos primitivos entoavam seus cânticos num estilo monódico e sem ritmo, muito semelhante ao dos judeus, quando cantavam salmos na sinagoga.

Apesar de toda essa dificuldade e da falta de espaço para se desenvolverem nessa área, os cristãos primitivos tiveram uma oportunidade singular de demonstrar publicamente o valor e o poder da adoração a Deus em cânticos.

Como é de conhecimento comum, os imperadores freqüentemente lançavam cristãos às feras para servir de entretenimento para os romanos e para tentar exterminar a igreja. Enquanto os leões invadiam a arena para devorá-los, os cristãos permaneciam firmes e levantavam as vozes em louvores ao seu Deus. Esses cânticos eram tão fortes e ungidos que o violento rugido da multidão, ansiosa para ver o espetáculo sanguinário, se calava a fim de se ouvir a letra.

Vez após vez, preparava-se o espetáculo e os cristãos eram jogados aos leões, mas aquele cântico que liberavam juntos antes da morte, criava uma cena tão espantosamente comovente que a platéia bárbara simplesmente perdia o senso de vitória e esporte.

Com o passar do tempo, imperadores como Constantino foram tirando a pena de prisão e morte daqueles que criam em Jesus. O poder da adoração havia vencido as forças da barbárie e da tirania.

Na Idade Média

Durante grande parte da história, a igreja tem demonstrado insensibilidade para as necessidades do povo comum e da sua expressão cultural - chegando até mesmo a resistir agressivamente a estas expressões tradicionais.

Por exemplo, por muitos anos a igreja defendia a idéia de que o violino (ou sua versão mais antiga e popular, a rabeca) era a caixa do diabo. Assim, tirando os instrumentos das mãos dos músicos e excluindo-os da igreja, a música foi praticamente perdida no culto a Deus. Passaram-se centenas de anos num período que se pode chamar a Idade Escura da Música. Imensos órgãos ocupavam grandes espaços nos templos e catedrais e substituíam todos os demais instrumentos. Com apenas uma enorme máquina musical que sozinha produzia o som de uma orquestra, não havia necessidade de tolerar as mesquinharias e ultra-sensibilidades de toda uma equipe musical.

Como resultado, surgiu uma classe de pessoas no século XI, conhecidas como goliardos, constituída de sacerdotes expulsos da Igreja, trovadores e poetas-profetas, que andavam de um lugar para outro, cantando e expondo a hipocrisia e o pecado da Igreja. Na Igreja, só ficaram os tons monótonos do cantochão litúrgico, que excluíam toda e qualquer expressão criativa do coração do povo de Deus. O culto agora nada mais era do que líderes cantarolando e causando sonolência a Deus e ao seu povo.

Nesse período, o coração e a música de guerreiro se perderam, como também a criatividade da expressão individual. De modo semelhante, a idéia que se criou do céu é de um lugar etéreo, onde as pessoas passarão milhares de anos entediados, cantando "Senhor, Kumbayah" (termo de origem incerta que faz parte de uma música negro spiritual e que significa "venha por aqui").

A verdade é muito diferente disto. Se nos basearmos na complacência e insipidez apática de alguns tipos de música religiosa para obtermos um gosto da vida celestial, teremos de concordar que será uma infindável monotonia. Entretanto, nas Escrituras vemos um quadro do céu totalmente diferente. Encontramos grande regozijo, louvor ensurdecedor, harpistas tocando, hosanas, aleluias, e vozes exaltadas. Só há 30 minutos de silêncio na eternidade do céu, e isto só para os anjos poderem tomar fôlego. Em seguida, recomeçam com toda sua força por mais mil anos e toda a criação une sua voz a eles numa tremenda rajada de som. Dá para ver que no céu haverá muito barulho!

Agora compreendo que nunca será tedioso no céu porque criatividade ilimitada está na própria natureza de Deus. A cada "hora", Deus revelará uma nova dimensão da sua natureza que nunca havíamos compreendido no nível terreno. Haverá emoção e suspense constante.

Veja Apocalipse 4. Todos aqueles que estão perto do trono de Deus até parecem estar meio atordoados. Só conseguem dizer: "Santo, santo, santo" (v. 8). Cada vez que contemplam um novo aspecto da natureza de Deus, a única coisa que conseguem dizer é "Santo". Cada "santo" tem um significado completamente novo. É uma reação diferente a algo novo que estão enxergando. Durante toda a eternidade, Deus estará continuamente revelando algo novo da sua natureza que nos pasmará e nos motivará a louvar e adorá-lo. Estou dizendo: Não tem como existir tédio lá!

Extraído e traduzido do livro "Sound of Heaven, Symphony of Earth" (Som do Céu, Sinfonia da Terra"), de Ray Hughes, MorningStar Publications.

Fonte: Revista Impacto

Quem sou eu?


Então entrou o rei Davi, e ficou perante o SENHOR; e disse: Quem sou eu, SENHOR Deus? e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? (1 crônicas 17:16)

Em meio a tantos apelos consumistas que nos cercam, mesmo com a disparidade social que alcança a cada um de nós (dentro dos templos), eu vejo nesta declaração de Davi a declaração de um homem prospero, não pelas riquezas que ele possuía, que aliás não eram poucas, não pelo fato de ter doado uma fortuna quase que incomensurável para a construção do templo, não pelo fato de ser rei sobre o reino mais poderoso de sua época, mas pelo espirito agradecido e quebrantado que o deixou notório, sendo conhecido até hoje e para sempre como "o homem segundo o coração de Deus".